DESPEDIDA

24 05 2010

É sempre  muito triste falar sobre despedida…. E eu já falei sobre algumas: sempre triste!

Hoje, no entanto, quero falar sobre uma despedida que, por incrível que pareça, não consegue ser só tristeza dentro de mim… Não consegue! 

E eu estou falando de alguém que se foi, e que deixou entre nós uma lacuna. Estou falando da Sra. Ilka Kruel! Para muitos, uma ilustre desconhecida; para o mundo da equitação gaúcha, pelo menos, um grande nome.

Mas eu não quero falar aqui sobre a pessoa que ela foi, ou a mulher, a mãe, nem mesmo a amazonas… Não! Tudo isso ela foi antes e independente de mim:  não vivenciei.Só quero falar aqui sobre a última atividade que Dna.Ilka exerceu e eu acompanhei, que é a de instrutora do Adestramento Clássico.

E mais: quero falar muito especialmente do seu trabalho como instrutora de minha filha. Isto eu vi de perto; isto eu vivenciei. Dizem que ela sempre foi uma referência dentro do adestramento gaúcho. Mas, penso que ela foi, e sempre será, muito mais que isso. Ela é exemplo de amor por uma causa, de paixão pelo que fazia. Tinha o prazer de ensinar, e o fazia com alegria… Ao menos sempre foi assim com minha filha!

Por isso falei acima que não consigo pensar nessa despedida com tristeza: Dna.Ilka tinha a alegria do fazer, parecia estar sempre feliz com seu trabalho, porque amava o que fazia…

Quando minha filha começou a ter aulas com Dna. Ilka ela era uma simples iniciante na arte do Adestramento Clássico, mas isso não diminui o interesse da instrutora por sua aluna; ao contrário, sempre a estimulou, e a fez ir adiante. Pouco tempo depois, minha filha começava a contar os títulos, tão difíceis de conseguir nessa modalidade de equitação. E a cada nova vitória de sua aluna, o sorriso de Dna. Ilka se fazia mais presente. Sempre cheia de carinho para com sua pupila.

Lembro que às vezes ela se mostrava protetora: percebendo que minha filha estava cansada,  deixava a coisa correr mais leve, não brigava, não exigia; e explicava: trabalhar um cavalo tem de ser feito com prazer, ela tem de se sentir feliz, só assim ela pode fazer um bom trabalho. E foi esta alegria, este prazer que eu sempre vi no trabalho de Dna. Ilka. Mesmo depois que a idade e os problemas de saúde a impediram de continuar dando aulas, ela continuou com o mesmo amor e entusiasmo pela equitação, pelo trabalho da minha filha, por sua égua… Mostrava-se sempre interessada e participante; queria sempre ainda dar um último conselho, mais uma explicação…

Foi por isso que disse que despedir-me dela não é uma tristeza: é uma imensa alegria lembrar sua dedicação, seu entusiasmo. É uma imensa alegria ter visto minha filha passar por esta experiência de um exemplo vivo de satisfação pelo fazer.

Seus ensinamentos técnicos foram fundamentais para a equitação de minha filha. Mas seu exemplo de amor e respeito pelo cavalo, assim como seu prazer de ensinar e seu entusiasmo, são lições de vida de um valor inestimável: pois só quem faz uma coisa com amor é que faz bem feita.

 

Dona Ilka dando aula para Amanda na Hípica, tanto com Operette como com o velho Winstone.

Dando aula no Camboatã: Dona Ilka gostava de dar seus cavalos para Amanda montar, Happy e Cacique

Diante do julgamento injusto de um juiz, se apressou em consolar: "Isto não é importante: juizes passam, o teu trabalho é que fica..."

Ao centro, Dona Ilka premiando Amanda em Buenos Aires, como Vice-Campeã

Sempre sorridente, ao lado de Amanda em Buenos Aires, estava orgulhosa com o título de sua aluna.

Dona Ilka e Dr. Edgar com Amanda, na premiação

Na premiação com Amanda, por ocasião de seu primeiro título de Campeã.

Este é o velho Winstone, de quem Dona Ilka tanto gostava e que deu os primeiros títulos a Amanda

Sempre sorridente, Dona Ilka estava presente em todas as premiações

Premiando e aplaudindo Amanda, na Hípica. Feliz e sorridente.

Premiando Amanda no RCG.

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One response

24 05 2010
Dani Klafke

Minha convivência com a Dna. Ilka foi muito curta, pouco nos falávamos, pouco nos conhecíamos. Sobre sua personalidade pouco poderia falar. Mas, de fato, em todas as vezes em que estive com ela o seu sorriso também estava presente. Penso que tenha sido sua marca, seu cartão de visitas, sua maneira especial de receber alguém.

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